Quando a gente pensa que já viu de tudo...
- Senhora, qual o seu nome, por favor? - Maricotinha... - Então, dona Maricotinha, se o seu marido aumentasse o desempenho sexual, podendo manter relações a noite inteira com duração média de 30 minutos cada, a senhora se incomodaria?! E dona Maricotinha, fingindo constrangimento: - Er... bem... não, acho que não. Bem que estou precisando, afinal, depois de anos de casamento, as coisas já não são mais as mesmas entre o meu marido e eu...
A enquete, feita na rua, era realizada por uma morenina insossa que só chamava a atenção mesmo pelo tamanho do microfone que levava nas mãos. Algo assim, gigantesco. Impressionante.
Já no estúdio, a moreninha, acompanhada de um casal e o apresentador, um senhor risonho que vamos chamar de "El bigodón", comentava sobre o "milagre" que jazia sobre a mesa: com jeitão de calibrador de pneu que eu nem consigo imaginar como se usa, estava a solução para os problemas de dona Maricotinha - a "bomba de vacío" da Blablablá Products!
Ah, tinha também um suposto médico que prefiro descrever como "o homem com jaleco branco". A coisa era bizarra, mas cade coragem de mudar de canal?
O casal dava o seu testemunho. Ele sempre cuidou do corpo, malhando algumas vezes por semana e levando uma vida saudável. Mas, um dia se deu conta de que precisava dar um trato nas "partes baixas": - Aí, o dr. Fulano (o "homem com jaleco branco") me ofereceu a "bomba de vacío", que passei a usar três vezes por semana (!!!). Um dia, me dei conta de que além de estimular meus condutos (é, ele falou condutos!), até o meu condicionamento físico tinha melhorado...
Ao que a moreninha replicou, admirada: - "Caray", quem podia imaginar que a "bomba de vacío" tinha todas essas utilidades?! Quero uma para mim!
Isso tudo sendo dito na maior seriedade, com o "homem de jaleco branco" atestando que a "bomba de vacío" foi aprovada pelo FDA americano! É coisa séria, gente! Eu agarantcho!!!
Infelizmente, o tempo estava curto e "El bigodón" teve que encerrar o "programa" sem ler as milhares de cartas que estavam em suas mãos. E, enquanto começava o outro show que vendia a faixa de gesso redutora (a única removível do mercado!), eu pensava na pobre da dona Maricotinha. Sinceramente, a Blablablá Products está promovendo o produto equivocado. Eu, se fosse eles, vendia microfone...
Escrito por Vanessa às 14h29
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Da série: mundo, mundo, estranho mundo - Parte II
Há um mês, mais ou menos, a filha de Dolores Moreno Aguilera, de 16 anos, se viu envolvida numa fofoca horrível: uma página de Internet local, na cidade de Trujillo, publicou que ela vendia drogas e se prostituía, dando, inclusive o seu número de telefone.
Alguns dias depois, a madre superiora Flor Dias Pinglo, diretora da escola onde estuda, recebeu um telefonema anônimo reiterando a acusação. Junto com a psicóloga e a coordenadora educacional, a freira entrou em contato com a família exigindo um atestado de virgindade e de anti-dopagem (esta expressao existe ou eu inventei?) da menina se a família quisesse que a escola retirasse as acusações e permitisse que ela continuasse estudando.
A família, achacada e assustada, realizou os tais exames, que deram negativo para as drogas e positivo para a virgindade, diga-se de passagem. Ainda assim, a menina continuou sendo humilhada na escola e alguns professores sequer permitiam que ela ingressasse na sala de aula. A família decidiu, então, retirá-la do colégio.
Yolanda Falcón, representante da Defensoria do Povo, afirma que esta é a primeira vez que acontece um caso desses por lá e que está chocada com toda a história. "Esta é uma situação lamentável. É algo que pensava que só acontecia em outras culturas..." (???).
Irmã Flor nao quis dar entrevistas e informou que a escola vai soltar um comunicado oficial sobre o assunto.
Sinceramente, sem comentários...
Escrito por Vanessa às 17h41
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Curriculum vitae!
Quem já acompanha o PP há algum tempo sabe que sou jornalista, moro no Peru há quase tres anos, que acredito que "mineiro é como beiju de massa, em todo canto se acha" e que, por isso, vamos dominar o mundo e até divido com a sra. Lu a presidência da PUMM (Parceria Ultra-secreta das Mineiras Megalôs), ONG escatológica que tem como missão implantar em todos os cantos do planeta a "República do Pão de Queijo com Café Coado".
Além disso, às vezes atendo pela alcunha de "Arquiduquesa do Canavial", principalmente no fim do mês, quando acontece a reunião do Clube da Cachaça, fundado oficialmente em setembro, mas que já tinha reuniões informais há mais de um ano, no meu reino provisório de dois quartos que divido com o meu digníssimo marido, o Arquiduque, e o nosso rebento, o Arquiduquinho.
Evidentemente, também tenho um lado sério, afinal tenho um filho para criar! Sou sócia da Imagyc, empresa de produção cultural que, recentemente, organizou uma mostra de curtas-metragens brasileiros aqui em Lima: o Solocortos Brasil. Bom, nesta quinta, 14 de outubro, terminou a temporada do Solocortos em Arequipa, uma das cidades mais importantes do Peru. Talvez a mais importante depois da capital, Lima.
O Carlos, vulgo sr. Lu, meu sócio e marido da sra. Lu (também sócia), ficou toda a semana por lá e os e-mails que chegaram contavam que a Mostra foi um sucesso. Aliás, desta vez, além dos curtas, levamos quatro longas, promovendo a "Semana do Cinema Brasileño en Arequipa".
Segundo o sr. Lu, os curtas foram comentadíssimos e causaram mais impacto que os longas. Também, numa lista que tem "Ilha das Flores", do Jorge Furtado, e "Palace II", da Kátia Lund, não dá para esperar nada menos que uma grande comoção, certo?!
Arequipa é uma cidade linda, com o céu sempre azul, ao contrário de Lima, com seu eterno e depressivo cinza. Está encravada no meio de três vulcões: o Pichu Pichu, o Chachani e o Misti que, dizem, pode entrar em erupção a qualquer momento. O Renato publicou umas fotos bem bonitas dos vulcões lá no T&T.
Além disso, Arequipa é conhecida como a "la ciudad blanca", pelas tradicionais pedras brancas constantes nas construções mais antigas, resultados de erupções vulcânicas acontecidas há milhares de anos. Outra coisa famosa da cidade é o chocolate. Delicioso!
Uma curiosidade é que Arequipa já tentou se separar do Peru e, ainda hoje, é possível encontrar nos camelôs uma espécie de passaporte da "República Independente de Arequipa". Claro, para os turistas o assunto é tratado como piada, mas seus cidadãos providos de todo o nacionalismo e convicções possíveis se referem a eles mesmos como arequipenhos e não peruanos.
A cidade nos pareceu bem tranqüila, mas o sr. Lu quase foi assaltado em uma outra vez que esteve lá. Conseguiu se safar porque entrou numa academia que terminava a aula de Yoga. Misturou-se com os alunos e foi embora com alguns deles, hiper zen, relaxado e com o dinheiro a salvo!
Isso, sim, parece coisa de cinema!
Escrito por Vanessa às 02h01
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Será?
Mateus, meu filho, está começando a fazer coco no vaso sanitário. Festejamos o feito comprando um presente de boas vindas (!) e, agora de tarde, enquanto brincava com ele, me lembrava da insônia terrível que tive a noite passada.
No dia 12, lhe demos um livro de contos de presente, desses para serem lidos antes de dormir com cantiga de ninar e tudo. Pois bem, o caso foi que a bendita musiquinha do bendito livrinho disparou no meio da noite e eu, que estava há horas rolando na cama sem conseguir dormir, tive vontade de cortar os pulsos.
Ah, que que é isso?! Cantiga de ninar as duas da manha é pior que contar carneirinhos (todas as vezes que fazia isso, ficava obsessiva e não conseguia parar de contar. Resultado: ficava acordada a noite inteira). E o que mais me irritou foi ver o marido dormindo placidamente do meu lado. Como ele podia dormir com a "estrellita blablablá quiero verte cintilar" como trilha sonora do nosso ninho de amor (vixe!)?!
Não deu outra, acordei o homem, que não to aqui para me levantar da cama no meio da madrugada para guardar um livro arranhado! O pobre se levantou e escondeu o bicho no armário da cozinha. Voltou para cama e dormiu outra vez. Provavelmente, nem deve se lembrar do episódio, afinal estava meio sonâmbulo.
Três e tanta e nada do sono vir. Liguei o computador. Uns 40 minutos depois, voltei para cama. Já relaxada, comecei a ouvir um zumbido ininterrupto, como o de uma impressora matricial...
Era estranho porque eu não sabia de onde vinha. Me levantei e procurei seguir o som, mas ele estava difuso, espalhado pela casa. Preocupei. Comecei a achar que era coisa da minha cabeça, que aquele zumbido estava dentro de mim e me lembrei de uma madrugada quando acordei com um barulho estranho e só duas horas depois me dei conta de que era aquele som de garrafa térmica mal fechada (sabem qual é? Um que parece um longo pumzinho?).
É impressionante a nossa capacidade de ouvir as coisas mais absurdas no meio de uma madrugada insone, né não?!
Não deu outra, acordei o marido outra vez: - Renato, Renato, você está escutando?! - Que? Escutando o que? - O barulho de uma impressora matricial... - Vanessa, você está louca, este é um prédio residencial. As pessoas de bem já não usam mais impressora matricial. Volta a dormir que isso é coisa da sua cabeça...
Ótimo! Tudo o que eu precisava ouvir! Que estava louca e que não tinha barulho algum. Me levantei na hora e fui para as páginas amarelas procurar o telefone de um manicômio! O mais louco é que, quando eu tampava o ouvido esquerdo, o barulho parava. Definitivamente, a coisa realmente estava dentro de mim (ops!). As cinco, vencida pelo cansaço, consegui dormir. Acordei de novo as oito com o Renato me dando um beijo de despedida.
Uns vinte minutos depois, me dei conta de que a casa estava em completo silencio. Dei um grito! Pensei que estava surda...
Escrito por Vanessa às 16h45
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Comida, diversão e arte
Nesta quarta fomos na inauguração do 8º. Festival Internacional de Vídeo-Arte-Eletronico no Centro Cultural da Puc-Lima. Como artistas convidados estavam Sonic Team, da Áustria, e Lucas Bambozzi, do Brasil, com o projeto "Perda de Controle", uma seleção de vídeos que gira em trono da invasão de privacidade massiva dos meios de comunicação que confunde e transgride a diferença entre os espaços privados, públicos e virtuais.
Confesso que meus conhecimentos sobre o tema são hiper precários. Não à toa, no parágrafo acima repeti quase que literalmente o release de divulgação que recebi ontem de tarde! Infelizmente, como era inauguração, não deu para saber nada mais além disso. O lugar estava cheio e o áudio meia-boca.
Não deu nem para conhecer os convidados.
Mas, deu, sim, para exercitar meu esporte preferido: ver as gentes! A sra. Lu comentou que é maravilhoso quando acontece este tipo de evento por aqui, em Lima, cidade ainda tão provinciana mesmo com as lojas da Starbucks encampando as cafeterias locais, mas isso é outra história...
Eu vou mais além: o melhor mesmo é quando o evento sai dos guetos fashions a que fica confinado para cair num lugar centrico e referencial como o Centro Cultural da PUC, pois democratiza o tema.
E democratiza de tal maneira que torna possível encontrar no mesmo ambiente uma senhorinha de blazer roxo, provavelmente devota do "Senhor dos Milagros", e um DJ que é a cara do moreninho do OC (aquele de cabelos cacheados)! Um moleque de moleton azul celeste que quase poderia ser amigo do Mateus!
O caso é que eu olhava maravilhada para aquelas pessoas, imaginando a vida por trás das roupas montadas e dos cigarros Kent, um dos principais patrocinadores de festas como essas, além da Red Bull, é claro. Hum, ta parecendo merchan, né?! Então peraí: além da famosa marca de energéticos que dá asas!
Enquanto, literalmente, flertava com aquela moçada, me perguntava se eles também olhavam pra mim com a mesma curiosidade. Será que eles sabiam que eu era uma intrusa? Que ainda não faço a menor idéia de quem seja Lucas Bambozzi, mesmo achando sua proposta super contemporânea?
Será que minha bolsa de loja de departamento, apesar do meu jeans rasgado, denunciava meu dilentatismo e meu estranhamento diante daquela gente tão interessante, detentora de um tipo de informação que eu tenho que procurar no Google para saber o que significa e não passar vergonha na hora de conversar?! Sai de lá umas duas horas depois e na livraria do andar de baixo, enquanto refletia se o livro da Maitena valia os quase 25 dólares marcados na quarta capa, comentava com uns amigos que, nestes encontros, meu entusiasmo mesmo é pelas pessoas...
PS: Gente, não deu para não perceber: Bush e Kerry usaram uniforme no debate de ontem. Tá certo que o trinômio blazer azul marinho, camisa branca e gravata vermelha é impecável, mas as duas tinham que ser de bolinha?! Se um não fosse Republicano e o outro um Democrata, a gente quase que confundiria os homens. Vocês repararam? Saltava aos olhos...
A boa noticia é que a gravata de bolinhas do Kerry agradou muito mais que a do Bush! Aliás, falando em Kerry, ele nao é a cara do professor Astromar, aquele que virava lobisomem em Roque Santeiro?!
Escrito por Vanessa às 02h50
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Da série: mundo, mundo, estranho mundo...
Num confuso incidente, um fã da cantora folclórica Abencia Meza foi ferido a bala na porta do clube "Las Brisas del Rio Mosna", na província peruana de San Marcos, onde a artista fez um show no último domingo.
O irônico é que o autor do disparo foi a própria cantora.
Segundo a polícia, minutos antes da apresentação, dezenas de espectadores que não puderam comprar sua entrada quiseram entrar a força no clube. Abencia, na tentativa de acalmar os ânimos, se aproximou das pessoas pedindo calma. Mas, foi em vão.
Então, ela tirou uma pistola de calibre 7,65 milímetros e fez dois disparos no ar. Infelizmente, uma bala perdida feriu a coxa de um jovem de 15 anos, que estava entre a multidão. Mesmo com a confusão, o show aconteceu normalmente. No final, Abencia Meza foi levada à delegacia mais próxima onde prestou depoimento.
Geeente, alguém pode me responder o que uma cantora fazia com uma pistola no meio das saias?! Fico imaginando a cena. A mulher estava se arrumando e, enquanto vestia aquele monte de roupa, pensou: "embaixo de tudo isso bem que dá para esconder uma baguete com mortadela, um copo de vitamina de banana e um cheese cake de amora". Mas, aí, com problema de colesterol, decidiu: "não, melhor levo apenas esse revólver, que mata e não engorda". Simples assim. Como ninguém anda armado se nao tem a intenção de atirar quando julgar necessário...
Que coisa.
Enquanto isso, no Brasil...
Maluf nas paradas. Junto com o filho Flavio, Paulo Maluf foi indiciado por cinco crimes na Polícia Federal: lavagem de dinheiro, evasão e sonegação fiscal, formação de quadrilha e peculato. Em coletiva, afirmou, irrefutavelmente, que pese todas as denúncias, nunca foi condenado por nada.
É, isso é. Mas, nunca tarde, né?!
E, finalmente, no filme Táxi, o personagem da Gisele Bündchen se chama "Vanessa" e é a líder de uma gang de modelos-ladras (!!!). É impressão minha ou todas as bandidas, travecas e piranhas das telas têm este nome?!
Para quem não sabe, "Vanessa" é o nome de uma borboleta: linda de pé e com cara de morcego de cabeça pra baixo. Li em "O caso da borboleta Atíria", trama policial na qual eu, ou melhor, ela, era a assassina...
Será por isso?!
UPDATE 1: A cantora Abencia Meza saiu em liberdade condicional depois de reconhecer que disparou no adolescente de 15 anos. A cantora confirmou que fez o disparo para controlar a multidão. Abencia foi denunciada por tentativa de homicidio.
UPDATE 2: As mulheres do bairro de Sanagorán, em Huamachuco (Peru), encontraram uma nova forma de mostrar rejeicao a uma autoridade: jogando uma bacia de água misturada com rocoto, pimenta mais ardida que a malagueta, nos olhos do prefeito. Se essa moda pega...
UPDATE 3: Extra, extra, extra! Gente, Peruposible foi indicado nos blogs legais do Uol. To toda boba...
Escrito por Vanessa às 00h01
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"Dále" Gael!
Quando Walter Salles esteve por aqui lançando "Diários de Motocicleta", em agosto, tanto na palestra aberta ao público quanto na enorme entrevista no caderno de cultura do principal jornal local, uma das perguntas que mais se ouvia era: - Por que Gael Garcia Bernal para o papel do Che?!
Quer dizer, o cara está tão badalado, é darling da mídia e da opinião pública, que não parecia adequado lhe dar um papel tão intenso. Como se a obviedade da escolha a desmerecesse. Sei lá, como se fosse o "bonitinho, mas ordinário" Tom Cruise desempenhando o papel.
A primeira coisa que Salles respondia era: - E por que não o Gael?!
Eu pensava a mesma coisa. Além disso, o diretor fazia questão de explicar: Gael foi selecionado antes mesmo do lançamento de "O Crime do Padre Amaro" e logo depois de Y tu mamá también . Ou seja, antes mesmo de ficar famoso e badalado. Em resumo, ele foi selecionado porque é bom.
Hoje fomos vê-lo em La mala educación, de Almodóvar, e posso atestar, Gael Garcia Bernal não é o Tom Cruise. Graças a Deus! Tá certo, o cara é lindo. Lindo demais até. Mas, além disso, ele sabe o que faz. Ele é realmente bom. Já o filme...
Pessoalmente, tenho a estranha sensação de que não consigo alcançar a genialidade de Almodóvar. Sério. Ele é incrível e coisa e tal, mas não consigo sair do cinema inteiramente satisfeita com um filme dele. E esta sensação me persegue desde "Carne Tremula" que, passado algum tempo, posso dizer com certeza: detestei.
Claro, depois disso veio "Tudo sobre a minha mãe" que é impecável, apesar da Penélope Cruz. Ah, gente, não dá, a mulher parece um pintassilgo, não tem nenhum sex appeal, mesmo Hollywood dizendo o contrário. No quesito sensualidade latina, ainda prefiro a Sonia Braga!
Nesse meio tempo, Almodóvar lançou "Fale com ela" que, tirando a coreografia da Pina Bausch na cena inicial, só se salva mesmo pela atuação de Javier Câmara como o enfermeiro Benigno. Nem Caetano cantando "Cucurucu Paloma" me convence.
Em "La mala educación", Javier Câmara aparece outra vez. Mas, somente na primeira metade e, não à toa, na melhor metade do filme. Ou devo dizer, no melhor filme dos dois que vimos hoje? Porque essa é a sensação que tivemos ao sair da sala: que vimos dois filmes e que o primeiro é infinitamente melhor que o segundo.
De conjunto mesmo só a certeza de que esse é um filme gay! O que faz com que, no mínimo, os closes de bundas sejam abundantes (sei, sei, foi infame e um tanto preconceituoso, mas nao resisti!) e que as bundas, impecáveis. Se vocês achavam que a boca do Gael era o seu ponto forte, esperem para ver o resto...
Agora, falando sério. Sobre "Diários...", tenho a sensação de que, daqui a alguns anos, uma das coisas que mais vamos nos lembrar será a atuação de Rodrigo de la Cerna (o médico amigo do Guevara). E, talvez, esta lembrança sobre-passe até as paisagens da latinoamérica. Neste ponto, ainda bem que o Gael é lindo, porque não permitirá que esqueçamos que o Che era ele, afinal de contas.
Mas, ao comparar sua atuação tão introspectiva (tanto que às vezes some!) do filme do Walter, com sotaque argentino e tudo mais, e a deslumbrante travesti de "La mala educación", no melhor estilo sibilado da Espanha de Almodóvar, saberemos que a sensação latina dos próximos anos definitivamente não será o Rodrigo Santoro!
PS: E pra que fique claro: eu adoro o Almodóvar! Sem dúvida, o problema é comigo...
Escrito por Vanessa às 02h59
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Morreu Fernando Sabino. Sou da geracao do "Para gostar de ler". To triste...
Escrito por Vanessa às 14h21
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Máxima domingueira…
Uma mulher sai da casa dos pais no interior de Minas aos 17 anos. Vai morar no Rio, faz faculdade de noite, é assaltada cinco vezes, uma delas com arma na cabeca, faz pós-graduação, trabalha desde que começa a faculdade, muitas vezes até no fim-de-semana. É militante dos direitos das criancas e até já se juntou com o movimento feminista.
Daí, ela encara uma mudança de país com o filho de três meses no colo, abre uma empresa, trabalha de dia e muuuuitas vezes de noite também, para num domingo, tomando café com a família, ouvir do mesmo filho, agora com três anos de idade, a frase lapidar:
- Papai dirige o carro do papai e mamãe dirige o carro de compras...
O derrota, viu?!
Escrito por Vanessa às 14h08
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