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Reciclando ou quem se lembra disso aqui?

Nao é inédito e até meio datado, alguns diriam piegas demais, mas e daí?! É um dos meus preferidos ...

Honey Mustard

Eu gosto de livros usados. Gosto do cheiro que eles têm e que me fazem espirrar. Gosto de espirrar. Gosto da idéia de que outra pessoa já os leu.

Gosto de carinho de quem mora longe. Mais ainda dos que estão perto. Gosto do cheiro do meu filho quando amanhece. Gosto de mango chutney. Gosto de agridoces. E de cada palavra aprendida quando se começa a falar. Qualquer coisa. Em qualquer idioma.

Gosto de chocolate amargo. Gosto de olhos castanhos. Gosto de café expresso. Não gosto de café com leite. Gosto de tiramissu. Gosto de sorvete de coco. Gosto de pipoca salgada. Não gosto dela com mel.

Gosto do meu cachorro limpinho. Gosto de roupa limpinha. Gosto de xampu cheiroso. Gosto de estar cheirosa. Não gosto de conversa de salão. Gosto do Pablo Neruda. Gosto do Garcia Márquez. Gosto da Cora Coralina. Do Drummond então, nem se fala!

Gosto de escrever muito. E não sou principiante! Gosto de ser principiante. Gosto de saber mais do que outro sobre alguma coisa. Gosto quando me ensinam. Mas não gosto de empáfia. Gosto de chorar em filme. Mas não gosto quando percebem. Gosto de surpresas. Gosto de ganhar presentes. Gosto de dar presentes.

Gosto de beijo na boca. De abraço apertado. De carinho no pé e de noites cálidas. Gosto de dançar colada. Gosto de coração acelerado. Gosto do previsível quando o previsível é bom. Não gosto de rotina. Mas, gosto da solidez.

Gosto de ser mãe. Não gosto de estar grávida. Gosto quando me elogiam. Não gosto de lisonja. Gosto de não aparentar meus 32. Não gosto de ter 32.

Gosto de vinho tinto. Gosto de vinho branco. Gosto de champanhe gelado. Gosto de escrever diários. Não gosto quando os lêem. Gosto muito disso aqui! E adoro quando vocês aparecem!

Gosto de lírios brancos. De rosas amarelas. De gérberas vermelhas. De roupa preta. Gosto de andar descalça. Gosto de salto sete. Não gosto muito de tênis.

Gosto do “Coldplay”. Mas não da Gwineth Paltrol. Gosto do Almodóvar. Mas não de “Fale com ela”. Gosto dos filmes argentinos. Mas não de mullets!

Gosto der estar triste e depois de não estar! De pessoas amigáveis, mas não de falastronas. Da voz da minha irmã, mas não quando ela canta! Gosto de estar ocupada. Gosto de não fazer nada. Gosto de estar em São Paulo. Gosto morar no Rio. Gosto de dormir em casa.

Gosto do U2. Gosto de “With or Without You”. Não tem nada no U2 que eu não goste!

Gosto de Trovas. E gostaria de Trombos se soubesse o que significa!

Gosto de relógios. Gosto de óculos. Gosto de bolsas. Adoro um brechó!!!

Gosto de amigos corajosos. De gente que não se leva a sério. De quem acredita no que fala. Gosto da Cesárea Évora. Da Nina Simone e da Rita Lee. Gosto da minha mãe cantando “Eu sei que vou te amar”. E do meu pai assoviando a trilha de “Buth Cassidy e Sundance Kid”.

Gosto do meu irmão contando piadas. Da cocada da minha avó. De histórias de infância. Mas, não as da adolescência. Do Teco falando da vida, mas não da saudade que isso gera. As vezes até gosto...

Gosto de surpresas por correio. De cartões engraçadinhos. De companheiros tolerantes. De companheiros, nada mais.

Bom fim de semana para todos!



Escrito por Vanessa às 05h45
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¡!!!

Se existisse um premio para a situação mais patética do ano, o vencedor já estaria escolhido: Duda Mendonça preso numa rinha de galos no Rio de Janeiro com a reeleição da Marta subindo no telhado...

Ninguém merece.

Melhor abandono os jornais e fico só com o García Márquez, que já disse nas "Putas tristes": También la moral es asunto de tiempo. Ya lo verás.

                                                                                 
Quando eu tinha uns dez anos, assistindo "Bambi" na TV, ouvi da mãe do veadinho algo que me pareceu super "profundo" (!!!) na época: "se você não tem uma coisa boa para dizer, não diga nada, então". Na primeira oportunidade que tive, no meio de um arranca-rabo com o meu pai (e a gente teve milhares!), saquei minha pérola do bolso.

Resultado: ganhei um tapa na boca. E o meu pai me demonstrou, na prática, que, dependendo do tamanho e do peso, para calar alguém é mais efetivo um tapão que uma frase de efeito. Hoje, numa sociedade democrática (!!!), cada vez mais tenho certeza de que eu e a mãe do Bambi é que estávamos certas.

E mais não falo. Por uma questão de coerência.

UPDATE: E por falar em falar... artigo do Sérgio Rodrigues no Nomínimo. Para quem gosta do tema, está uma delícia!



Escrito por Vanessa às 02h22
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A última de Gabo

Leio no jornal de quarta que García Márquez lança simultaneamente em todo a América Latina (menos no Brasil, que nao fala espanhol) sua última novela, "Memórias de mis putas tristes" (que numa tradução livre é... isso mesmo!). Parece que o lançamento foi adiantado porque já começaram a pirateá-lo na Colômbia, terra de Gabo.

O livro é uma narração ligeira de apenas 115 páginas de um homem que, aos 90 anos, faz amor pela ultima vez com uma adolescente enquanto recorda as mulheres que passaram por sua vida. Pessoalmente, já começo a gostar dos livros de Márquez pelos títulos, sempre brilhantes. "Cem anos de solidão" (o meu preferido), "Crônica de uma morte anunciada", "Amor nos tempos do cólera" e tantos outros me parecem perfeitos e resumem numa única frase todo o calhamaço que virá a seguir e que, em geral, leio num fôlego só.

Com este não foi diferente. Corri pra livraria para comprar com a intenção de devorá-lo hoje mesmo, de madrugada. Mas, me enganaram...

O livro não chegou. Numa das livrarias onde procurei, o vendedor me informou que amanhã na primeira hora a obra já estará lá, para, no minuto seguinte, desmentir:
- Na verdade, acabaram de me informar, a novela só chega as três...

Novela é essa informação desencontrada, fala sério. Vai ver estão esperando os camelôs...

Agora, cá éntre nós, posso até estar sendo romântica, mas me parece um fenômeno interessante esse de haver um comercio de falsificação de livro tão intenso por aqui. Significa que as pessoas estão lendo mais. Porque ambulante não falsifica nada que não tenha procura, né?! Ou será que as pessoas comprarm apenas para compor a decoracão da sala, passando um ar de intelectual?! Acho que não, afinal para isso tem os livros de arte que voce só compra um ou dois e poe na mesa de centro para fazer bonito com a cerâmica andina, certo?!

E para que fique bem claro, eu não estou falando de mim, ok?! ;-)

Bom, claro que a coisa é bem menos idílica do que possa parecer, já que falsificar um produto que nem mesmo foi lançado significa que tem gente graúda metida na história. E ganhando muito com isso, porque quem fica rico burlando a lei não é, nem de longe, o pé-de-chinelo que te oferece o produto no sinal de transito.

O certo é que a política de combate a pirataria está ganhando corpo. Uma das (obvias) estratégias é lançar edições mais simples, derrubando o preço de venda. Ao menos os de Garcia Márquez estão sendo vendidos mais baratos desde "Vivir para contarla", com o valor de 29 soles, uns oito dólares, mais ou menos. O de agora também custará 29 soles, mas é possível comprar ainda por menos toda a coleção do escritor: quinze soles cada título, menos de cinco dólares.

Eu mesma, na falta das "Putas tristes", comprei "Cem anos de solidão", já que o meu exemplar dei de presente há um tempo. De qualquer maneira, amanhã procuro o livro de novo e se não tiver chegado vou bater um papinho com o camelô mais próximo. Tô querendo ser honesta, mas pô, vocês sabem, Gabito é meu ídolo...

UPDATE: Acabei de ler aqui mesmo na casa que "García Márquez mudou na última hora o capítulo final do seu romance, ´Memorias de mis putas tristes´, invalidando a versão pirata que circula há uma semana em Bogotá, capital colombiana". Quem comprou a versao nao-oficial do livro verá que o capítulo final nao é o mesmo. Entao foi por isso que atrasou o lancamento por aqui. E agora, qual versao será considerada a original? A que paga royalties ou a que já tinha sido considerada perfeita anteriormente?! No final, a dos ambulantes vai acabar virando peca de colecionador e valerá muito mais que a das livrarias. Ai, ai. Isso tá com cara de tiro que sai pela culatra...

Aviso aos navegantes: quando eu negrito, é link, ok?! Só nao me perguntem por que nao indica automaticamente. Ainda nao descobri...



Escrito por Vanessa às 01h36
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"Como é que chama o nome disso?"

Minha mãe é professora. E quando digo isso, quero dizer que toda a sua vida foi dedicada ao oficio de ensinar. E de defender os direitos da classe. Quando criança, cansei de vê-la liderando greves e discursando, inflamada, que ensinar não é sacerdócio, como se dizia na época. Professor é ofício, profissão, tem que ter salário digno e boas condições de trabalho.

Ela conta que quando viajava para a capital, Belo Horizonte, para participar de passeatas, volta e meia apanhava da polícia, que os tempos eram difíceis no fim dos anos 70. Somos de uma cidade pequena no interior de Minas, que entra ano sai ano conserva os mesmos 40 mil habitantes e onde as informações sempre chegaram por meio do Jornal Nacional.

Sinceramente, como ela adquiriu tanta consciência de classe sempre foi um mistério para mim. Além disso, nunca parou de estudar e mesmo casada, vivendo numa cidade pequenininha, com quatro filhos "escadinha" para criar, ainda encontrou tempo e disposição para concluir faculdade e pós-graduação.

Infelizmente, depois de anos de dedicação, ela vem sofrendo já há algum tempo, e mais intensamente nos últimos cinco meses, de dores crônicas e mal consegue passar a página de um livro, por exemplo. Também ela parece ser vítima do mal que acomete milhares de professores em todo o mundo: lesão por esforço repetitivo. No caso dela, mais grave ainda.

Em julho, foi diagnosticado Fibromialgia que, entre outras coisas, causa dores constantes e difusas em todo o corpo. Recebeu uma licença médica para se tratar e começou sessões diárias de fisioterapia. Em vão. As dores não cessaram e mesmo tomando uma tonelada de medicamentos não sentiu muita melhora.

Há umas duas semanas, começou a fazer infiltrações, enfrentando estoicamente esta tortura feita de agulhas. Logo ela, que na primeira (e única!) vez que se depilou com cera, largou a coisa no meio e foi embora para casa vomitar! A perna esquerda ficou lisinha, a direita, raspada de gilete!

Preocupada, procurei o meu irmão que mora em São Paulo, que marcou uma consulta com um especialista do Hospital das Clínicas. O médico deu outro diagnóstico: Síndrome Dolorosa Miofacial, já que a dor que ela sente não é difusa, tem um ponto específico: o braço esquerdo. Pesquisando, descobri que é fácil mesmo confundir as duas doenças, já que os sintomas são parecidos.

Recomendou mais fisioterapia (duas sessões por dia), outros medicamentos e, por enquanto, afastamento total das salas-de-aula. Ao menos pelos próximos quatro meses, quando deverá apresentar alguma melhora. O caso é que a licença médica da minha mãe expirou. O médico responsável pela perícia deu alta dizendo que ela já está apta para voltar ao trabalho.

Ela me disse que o exame de perícia foi uma das situações mais constrangedoras que passou na vida, porque a conversa com o médico foi toda persecutória. Como se ele partisse do pressuposto de que ela mentia só para continuar recebendo dinheiro do erário e ficar em casa vendo novela (e ela odeia TV!). Além disso, o fulano não fez nenhum exame detalhado e ainda demorou mais de duas semanas para liberar o resultado.

Resumo da ópera: ela está faltosa no trabalho. Terá os dias descontados. Não vai receber salário, portanto. Ela entrou com um recurso pedindo revisão do laudo médico. Mas já me disse que não tem esperança. Vai ter mesmo que sair da escola onde trabalhou por 16 anos e onde ajudou a fortalecer a imagem de excelência. E isso significa pedir demissão. Abrir mão de direitos que ela tanto lutou para implementar.

Conversamos hoje pelo telefone e só posso dizer uma coisa: minha mãe está arrasada. E eu também. Se alguém souber de alguma associação que reúna profissionais que enfrentem o mesmo tipo de problema, de saúde e/ou legal, me avise, por favor.



Escrito por Vanessa às 00h36
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Outra vez

Estava ao telefone quando a terra tremeu. Do lado de lá da linha, os filhos da minha amiga gritaram apavorados. Do de cá, o meu acordava pedindo mamadeira. E eu mesma só senti depois que passou. Vai ver me acostumei...

Gozado, logo eu, mineirinha do interior, que morre de medo de ladrão e de borboleta, dizer que já me acostumei com este arremedo de terremoto (que não mata, mas engorda, porque dá mesmo uma sacudidela nas coisas!). Já contei que na primeira vez, na antiga casa, sai correndo só de camiseta e dei graças a Deus por não ter sido necessário fugir pra rua, né?! Imaginem que mico!

Desta vez, sem chance, se me apavoro no meio da noite, tenho que descer onze andares de escada. Só de pensar nisso dá uma preguiça tão grande que o melhor mesmo é manter a calma. Sem falar que se acontece de madrugada, como da outra vez, o prédio inteiro vai reparar que minha camisola mais chique é uma camisetona com as Superpoderosas estampadas na frente! Pega até mal!

De qualquer maneira, estava até estranhando, já que esse ano ainda não tinha rolado um "temblorzinho" por aqui. Dizem que outubro é a época que mais tem tremor de terra justamente pela mudança de clima. Os especialistas afirmam que é lenda. Pelo sim pelo não, já estamos na metade do mês, o sol já está começando a sair e tem dado até para andar de chinelo uns quinze minutos por dia...

E ainda dizem que é coincidência?! É ruim, hein!

Sem falar que não chove em Lima. A cidade nunca viu um toró! O que rola por aqui é uma chuvisca sem graça que o máximo que faz é destroçar a escova que a gente acabou de fazer no salão! Ainda não pesquisei o porquê e fiquei com preguiça de fazer isso hoje. Depois eu conto, tá?! E se alguém já sabe, po, adianta o meu lado aí, vai!



Escrito por Vanessa às 00h42
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Manual de Sobrevivência no Peru Lição 247 ou A hora do desabafo

Na sexta-feira dei uma passada no Centro Cultural da PUC para buscar a cópia de um projeto que vamos realizar em parceria com eles no ano que vem (ainda é segredo, não posso contar nada, só adiantar uma coisa: tem a ver com cinema de animação...).

O caso é que eles fizeram umas sugestões ao texto que mandamos e como a responsável tem uma certa deficiência mental e não consegue incorporar as sugestões ao arquivo e simplesmente nos devolver por e-mail, lá fui eu buscar o documento impresso.

Já no escritório, ninguém sabia onde ela estava, "mas, certamente se encontra no prédio. Desce e pede para a recepcionista localizá-la". Voltei para a recepção, numa boa, e a mocinha teve que chamá-la umas três vezes antes dela dar o ar de sua graça:
- Dra. Fulaninha, por favor entre em contato com a recepção...

Me senti na Santa Casa de Misericórdia. Anunciar a mulher pelo microfone, chamando-a de doutora ainda por cima, era demais para minha cabeça. Uns quinze minutos depois, a "doutora" apareceu.

Mas, não se enganem, a aparição foi mediúnica, já que pelo telefone mesmo a fulana me pediu para esperar. Ainda na boa, me sentei na escada e fiquei ali olhando as pessoas. "Tudo bem, eu gosto de fazer isso", pensei. O tempo passou e nada. Me levantei, pois as pernas já estavam dormentes, entrei na livraria, comprei um livro, fui a cafeteria, abri o livro e pedi um capuccino.

Me dei conta de que muito tempo se havia passado quando já estava na penúltima página e o capuccino descansava gelado na minha frente. Confesso que às vezes sou meio bocó para essas coisas. Tenho uma razoável capacidade de ler entrelinhas, mas nem sempre saco quando querem me sacanear ou me tratar com arrogância. Mas, aquilo já era demais até para mim.

Resultado, vesti minha capa de Odete Roitman e deixei um bilhete super desaforado que eu tinha mais o que fazer, rezando para que estivesse direitinho, porque não há empáfia que resista a um erro gramatical! No final, sai mesmo foi com o rabinho entre as pernas, mas a coitada da recepcionista, que não tinha nada a ver com a história, quase morreu fulminada pelo meu olhar de vilã de novela. 

Hoje, vieram os pedidos de desculpas, nao só da própria como da chefe, a diretora, a fodona. Para variar, botaram a culpa na secretária que nao tinha avisado que eu estava lá.

Moral da história: no Peru, nao tenha vergonha de ser grossa com determinada gente da chamada classe média intelectual, porque essa postura babaca faz parte das relacoes de trabalho (algumas vezes, com algumas pessoas, bom frisar!). E, sobretudo, sempre tenha um livro na bolsa. Por si acaso...



Escrito por Vanessa às 16h07
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Coisas estranhas que a gente vê num fim-de-semana…

No sábado, um homem-aranha de muletas pedia esmola no sinal. Uma das situações mais tragicômicas que já presenciei na vida. Dentre outras coisas, lamentei não ter uma câmera...

Hoje, domingo, passeando pela orla, um tarado exibia o traseiro gordo num matagal de uma praia afastada. Do lado de dentro do carro, "Funk como le gusta" ainda com a Paula Lima (que ninguém é de ferro!) . Do lado de fora, uma pomba com piriri emporcalhando toda a janela...

Dizem que dá sorte. Passo.

Na volta para casa, um coroa numa camionete velha dirigia com uma arara albina empoleirada no ombro. De verdade!

Quer saber?! Vou dormir!



Escrito por Vanessa às 23h15
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