Artigo 227 da Constituição Federal
"É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão."
Então é isso. A policia do Rio saiu recolhendo meninos e meninas em situação de rua como medida para evitar o incremento do roubo a turistas na cidade. Tinha de tudo: as que dormiam no banco da praça, outras que faziam malabares nos semáforos, algumas que estavam acompanhadas das mães e aquelas que saíram correndo assustadas. Daí que preto e pobre quando corre tem culpa no cartório, certo?! Então, cacete neles!
Foram fotografados, formando assim um banco de dados de prováveis bandidos-mirins, e depois levados para abrigos municipais. Segundo as autoridades, não há constrangimento nenhum nisso, pois ajudará a identificar o pequeno meliante quando, eventualmente, ele cometer algum crime. Somado ao fato de que com as tais fotinhas será possível procurar os pais para que assumam a responsabilidade pelo ato cometido.
É, nunca vi tanta competência e uma lógica tão impecável num procedimento oficial. Afinal, se é menino de rua, é bandido. Melhor, então, catalogá-los. Classificá-los. Rotulá-los. E devolvê-los às ruas depois.
Que importa se lugar de criança é na escola? Que importa se dos que foram recolhidos, apenas dois eram infratores? Que importa se o ato feriu direitos básicos de cidadania, esta palavrinha desgastada muito mais pela retórica que pelo exercício? Se não, vejamos: você está ali, no banco da praça, sem fazer nada. Aí, vem um bando de “polícia”, te cata pelo braço, tira umas fotos, depois te joga num abrigo. Diante disso, você ficaria no abrigo? Se sentiria realmente protegido por lá?
Eu não sei vocês, mas dois minutos depois, euzinha aqui sairia correndo.
Sem falar de dois adultos que foram abordados e fotografados porque estavam sem documentos, comprovando de vez que a população de rua está mesmo na linha de tiro, literalmente. Nao a toa a moda é exterminar mendigos. Se os caras eram assassinos, ladrões, traficantes de drogas, não sei. Ninguém me disse. Até onde eu sei, além de sem-documentos, eles não passavam mesmo é de uns sem-emprego. Vamos combinar que se isso fosse crime, as cadeias estariam bem mais abarrotadas do que estão.
Nem Kafka faria melhor.
Sei que a violência no Rio está desesperadora. Para quem está fora, então, parece impossível viver na cidade. A impressão que dá, ao menos a vendida pela mídia, é a de que a maioria dos crimes contra turistas realmente é cometida por menores de idade. Hoje mesmo, uns europeus foram assassinados por três adolescentes vestidos de estudantes.
Mas, não tenham dúvidas, não será recolhendo crianças das ruas para humilhá-las e, pior, rotulá-las, que se diminuirá a criminalidade. Lugar de criança não é mesmo na rua. Então, se é para tirá-las de lá, que seja para devolvê-las a escola, a família, se a família tem condições de recebê-las, caso contrário para um abrigo, sim, mas em outras condições e com outra lógica, não como bandidos, já que em ultima instância, os bandidos somos todos que não as cuidamos como se deve.
Infelizmente, não é isso que acontece. Particularmente, não gosto do Jabor. Mas hoje acabei concordando com ele em seu comentário sobre o fato no Jornal Nacional: “a gente não tem competência para nada mesmo”.
Nem vou entrar na polêmica do Estatuto da Criança e do Adolescente . Assim como não vou falar das milhares de soluções criativas (e comprovadamente efetivas) para lidar com o problema aplicadas pela sociedade civil organizada. Tem alguns bons links aí do lado que podem responder essa questão bem melhor do que eu, até porque estou indignada demais para ser racional. Falo como cidadã, como mãe, como mulher, como pessoa razoavelmente inteligente e sensível: alguém realmente acredita nessa palhaçada armada pelo governo do Rio?
Escrito por Vanessa às 21h34
[]
[envie esta mensagem]

Dez coisinhas para fazer quando chegar ao Brasil…
1. Assistir Entreatos, documentário de João Moreira Salles sobre Lula 2. Dar uma passadinha na Arezzo 3. Comer pão-de-queijo com guaraná Antarctica ainda no aeroporto 4. Virar a noite na Lapa 5. Virar a tarde na Benedito Calixto 6. Marcar cafezinhos com amigas de infância 7. Cortar o cabelo 8. Ir num show bem legal 9. Conhecer pessoalmente alguns amigos virtuais 10. Contatos, contatos e mais contatos...
Mas, bem podem ser mais. Aceito sugestões...
E para quem acompanha a trajetória da Imagyc desde o comeco do ano... Vem aí, Mostra de Cine Animado e Festival Glauber Rocha... Aguardem novidades!
Para fechar, como hoje é sexta, dia internacional da poesia, uma que adoro, até porque me faz rir...
Resposta adequada (Artur de Azevedo)
Tertuliano, frívolo, peralta, que foi um paspalhão desde fedelho, tipo incapaz de ouvir um bom conselho, tipo que, morto, não faria falta,
lá um dia deixou de andar à malta, e indo à casa do pai, honrado velho, à sós na sala, em frente de um espelho, à própria imagem disse em voz bem alta:
"Tertuliano, és um rapaz formoso! És simpático, és rico, és talentoso! Que mais no mundo se te faz preciso?"
Penetrando na sala o pai sisudo, que por trás da cortina ouvia tudo, serenamente respondeu: "Juízo".
Escrito por Vanessa às 16h18
[]
[envie esta mensagem]

Fotografia da morte
Teve uma época que a gente morou na casa dos meus avós, na esquina. Eles não estavam lá na ocasião e, sim, na chácara do cajueiro gigante e como a nossa casa estava reformando, passamos uma boa temporada na deles. No quarto ocupado pelos meus irmãos tinha um baú cheinho de revistas e livros antigos que meus avós largaram para trás na mudança. Adorávamos escarafunchar aqueles tesouros empoeirados e descobrimos verdadeiras preciosidades por lá, como um exemplar do "Kama Sutra" (do meu tio, certamente. Ou do meu pai...), que éramos pequenos demais para entender. O caso era que o livro era tão didático que nem dava barato. Jogamos prum canto sem muito interesse. Tempos depois, mais sabidinha, até procurei o tal "manual". Infelizmente, tinha sumido...
Foi também no tal baú que descobrimos "O homem ao zero", de Leon Eliachar, jornalista e cronista social e político, estilo Millor, assassinado nos anos 80 a mando de um marido traído, dizem. Claro, se eu era menina para o "kama sutra", que tinha até desenho, imagina para o Eliachar! Mas, até que pesquei alguma coisa do livro e tanto meu irmão como eu falamos dele até hoje. A parte o "Kama Sutra", acho que foi "O homem ao zero" nossa primeira leitura, assim, mais madura. Mas, do que nunca me esqueci foi da foto 9 x 12 em preto e branco de uma menininha de olhos fechados, deitada num caixão sobre a mesa de jantar. Tinha outra foto, menorzinha, de uma velha numa cadeira de balanço, mortinha da silva. Mas, esta não posso garantir. Posso bem ter sonhado...
A da menina, sim, foi real. Depois fiquei sabendo que era uma tia que não vingou, nascida antes da caçula. Chegou a ser batizada, mas não me lembro do nome. Parecia uma boneca e não lembrava ninguém da família. Não fiquei particularmente chocada. Só intrigada. Afinal, como alguém poderia fotografar uma criança morta no dia do velório? Ao mesmo tempo, sempre me vinha a cabeça aquela lenda indígena que diz que a câmera fotográfica captura a nossa alma. Aí, é praticamente uma compreensão atávica, ancestral...
Me lembrei deste episódio porque nesta quarta saiu uma matéria de página inteira, com direito a foto e tudo, no El comercio, sobre a exposição "Fotografia post-mortem en Peru", na Biblioteca Nacional de Lima. A mais impressionante é a de uma menina, que não passava de um ano e meio de idade, sentada numa daquelas cadeiras de confessionário, com os olhos semi-cerrados e com as mãos entrelaçadas sobre um vestido lindo de rendas brancas. Ao ler a matéria, fiquei sabendo que os olhos estão meio abertos por obra de alguma goma. A cabeça tinha sido amarrada na cadeira e as mãos atadas umas nas outras para que parecessem juntas.
Ao fundo, é possível ver a silhueta esquelética da babá toda de negro que sustentava o cadáver para que este não tombasse para frente na hora do clic. A foto foi feita a pedido da própria família, que a queria linda pela última vez. Para o autor do artigo, se há um retrato possível da morte, é este. Achei esta definição precisa. Entre 1860 e os primeiros anos do século XX, era moda em Lima fotografar defuntos, com direito a avisos publicitários e tudo:
"As famílias que tenham a desgraça de perder algum parente e desejam possuir uma imagem deste momento podem conseguir por meio do daguerreótipo, cujo efeito o professor Furnier oferece executar no mesmo aposento mortuário, como é costume na Europa". Deve ter sido esta a mesma lógica aplicada nos lugares onde essa moda pegou, como no Brasil, por exemplo e, mais precisamente, na casa dos meus avós.
Minha mãe sempre foi cheia de pruridos comigo em relação a cadáveres. Dizia que cemitério não era lugar para criança e ficava irritadíssima quando esta mesma avó me levava, aos sete, oito anos, para visitar as lápides da família. Mal sabia ela que isto não me assustava em nada. Adorava ver os nomes e as caras das pessoas ali enterradas. Naquela época, não tinha ninguém que eu conhecesse, o que me dava o distanciamento necessário para realmente apreciar o programa.
De qualquer maneira, sinto bastante dificuldade em me despedir dos mortos em corpo presente. Mas, ironicamente, encontro uma beleza macabra, quase intrigante, nesse tipo de foto. Estou curiosíssima em visitar a exposição, por exemplo. Só não vou botar uma delas aqui porque aí seria pouco demais, né?!
PS: Se lembram quando reproduzi o email do Paulo, do Instituto Socioambiental, sobre a construção de uma barragem num território sagrado lá no Xingu? Pois é, olha só o que rolou no dia 11...
"Os índios botaram quente no governador, a barragem no rio Kuluene foi suspensa, mas não definitivamente, tem senadores, empresas francesas que financiam várias barragens, Estudos de impacto ambiental aprovados nas coxas e o bololo todo que são as coisas nesse nosso delicioso país tropical, ainda tem muita briga. Na página do ISA tem uma notícia que fizemos da história."
Escrito por Vanessa às 00h04
[]
[envie esta mensagem]

Reciclar é preciso
Amigos, passei o dia inteiro com uma enxaqueca terrível. Não deu para escrever nada de novo, por isso resolvi fazer uma atualização meia-boca, já que o texto nem é tão atual assim. É uma historinha antiga que já contei lá nos primórdios do PP. Quem não leu vai se divertir e quem já, também (afinal, a piada é velha, mas é boa!).
Sem falar que o blog fez um ano no fim de outubro e a gente nem comemorou . Aproveito para mandar milhões de beijos para aqueles que estão comigo desde aquela época, pedindo sempre para os que não têm passado por aqui ultimamente que voltem, por favor (Pupo, cadê você?!). Sou mãezona, quero todo o mundo ao meu redor!!!
Beijões e lá vai...
Causo Mineiro
Quando o meu irmão Mateus se formou, o Renato, meu outro irmão, minha cunhada e eu decidimos encarar uma viagem de 20 horas para prestigiar o evento. A idéia era sair na sexta depois do trabalho, chegar na cidade praticamente na hora da festa no sábado e sair no domingo de manhã (para trabalhar na segunda). Então, tá. A gente era jovem (!!!) naquela época, agüentava o tranco!
Depois de umas dez horas de viagem, meu irmão, que não pára nem para fazer xixi, capitulou: - Preciso descansar. Que tal se a gente parasse para dormir? E eu, que estava doida para tomar um café, gritei "oba!" intimamente. Para não sair da estrada, entramos num Motel. Fomos atendidos por uma loirinha rechonchuda de cabelo encaracolado super simpática: - Vocês querem quartos juntos ou separados?
??????
Ah, fala sério, o motorista era meu irmão, gente! É até pecado! - Separados, claro. Ah, uma pergunta, tem café? - não custava nada perguntar. - Não, café não tem. Tem camisinha, serve? Será que ela estava tirando uma com a nossa cara? Bom, a gente estava num motel, né?! Faz parte das boas maneiras e é até politicamente correto perguntar uma coisa dessas.
No comeco desconfiada (como toda boa mineira que se preza), já no final ela acabou entendendo o espírito da coisa: que a gente só queria dormir mesmo e em quartos separados! Ela até nos ajudou com as malas! Diante de toda essa simpatia, meu irmão resolveu arriscar, não muito confiante na resposta: - Café da manhã, tem?
E não é que tinha? - Bom, tem assim, né: um "cafézim", um "suquim", um "mistim" e um "leitchim"...
Imagina isso no melhor sotaque mineiro from Uberlandia, ou Berrrlandia, para os entendidos. Foi impagável. Depois de morar tanto tempo longe de casa eu quase tinha me esquecido do jeito mineiro de ser e da delícia que é um bom sotaque caipira bem falado. No outro dia, enquanto tomava um banho rápido, ouço a porta e vozes de homem: - O café da manhã chegou? - perguntei. - Chegou. Vem dar uma olhada... - o Renato respondeu, misterioso. Num conjunto de chá, que parecia desses que a gente usa para brincar de casinha, estavam "o cafézim" (ponho o acento para que vocês leiam com a vogal beeeem aberta), o "suquim", o "mistim" e o "leitchim". Exatamente como o descrito. Tudo no diminutivo e delicioso!
A loirinha ainda estava lá quando a gente saiu. Nos desejou boa viagem e um "voltem sempre" totalmente inadequado, considerando as circunstancias. De qualquer maneira, não tinha dúvida: estávamos em Minas. Só lá você vai para um Motel e é recebido como se fosse da família. Só faltou o bolo de laranja e o chá de capim santo bem docinho! E o café na chegada, claro. Porque mineiro que se preza sempre tem café na garrafa térmica!
PS: Meu irmão, coitadinho, chegou tão cansando da viagem que não foi para o baile de formatura. Dormiu. No outro dia, pegamos a estrada antes das 10 da manhã com duas garrafas de "White Horse" (lembrança da formatura) na bagagem e uma vontade danada de ficar mais um pouquinho.
Escrito por Vanessa às 05h04
[]
[envie esta mensagem]

One if by land, two if by sea...
Dia desses li um artigo super engraçado da jornalista espanhola Paula Fontaine no qual ela sugeria um movimento em favor da comida rápida: "¡Fast Food! - No a la Buena Mesa". Para se justificar, Paula apontava diversos exemplos, como o de restaurantes que são tão chiques, mas tão chiques, que não aceitam o básico: cartão de crédito. Paula contava, ainda, a história de um casal que vai comemorar o aniversário de casamento no restaurante mais cool da cidade:
"O lugar é como se usa agora: madeiras claras, barra, pé-direito alto pintado de vermelho e garçons que se parecem modelos de passarela. Os pratos têm nomes sedutores e ingredientes desconhecidos com descrições que parecem mais de etiquetas de sabão ou de xampu. O casal está faminto, é tarde e a comida demora. Mas, não importa, pois ali estão, felizes da vida, tomando kir royal e comendo pão com manteiga.
Finalmente, chegam os pratos. Enormes, de cerâmica branca e redondos, mas não redondos como pratos comuns e sim como aqueles que se derreteram no forno. No centro, uma pirâmide minúscula e esponjosa, com intrincados desenhos feitos com um molho púrpura sobre o fundo e um raminho de coentro. É tudo. De sobremesa, uma casquinha de sorvete minúscula, esponjosa também, desenhos estranhos, desta vez verdes e sem o tal raminho."
Quem não sofreu uma decepção como essa ao menos uma vez na vida? Outro dia mesmo uma amiga foi jantar no restaurante mais caro daqui, desses que a gente tem que comprar roupa nova ou usar terno e gravata para freqüentar e, junto com o salmão cheio de frescura, veio uma dupla de talher de carne. Minha amiga, que dá valor ao que come e ao que paga, reclamou, pedindo a tal faquinha que gente normal nunca sabe como usar direito (mas ela é chique. Ela sabe!).
Ouviu do maitre a seguinte pérola: - Perdão, senhora, mas não temos talheres de peixe... - e, sonso como ele só, completou. - É que buscamos conservar a informalidade da casa... E o marido da amiga, curto e grosso: - Informalidade, com esses preços?! Então dá licença que vou afrouxar o nó da gravata...
Também tenho os meus episódios, bem mais modestos, claro, mas tão ilustrativos quanto. No sábado demos uma passadinha no "Masai", restaurante, ops, novo lounge da moda aqui perto de casa (e eu morrendo de medo dos paparazzi! ).
O som era bem legal, os preços pra lá de ótimos (ironicamente, baratos de verdade) e na porta do banheiro, doble e branca (claro!), os obvios bonequinhos do "Amar é" ajudavam a entender os herméticos símbolos para homens e mulheres. Sim, porque, convenhamos, ir ao banheiro está cada vez mais complicado. Tem uma cafeteria por aqui que pendurou na porta do banheiro masculino a foto de um padeiro enrolando uma baguete e na do feminino outro decorando um apfestrudel. Não fosse pela baguete, eu bem errava de "casinha"...
Lá pelas tantas, pedimos um petisco, com nome indiano e descrição atraente. Me lembro que era alguma coisa de frango crocante, envolvida numa fina capa de wantán frito, com molho levemente picante debruçada numa cama de legumes shop suey. Pois é, mas não passava de meia dúzia de pasteizinhos de frango sobre duas cenouras e uma vagem meio durinhas e alguns fiapos de brotos de feijão acompanhados de um molho feito com mostarda, maionese e tabasco.
Sem falar do brownie que o Renato comeu no domingo: um dadinho de chocolate com um suspirinho de cream cheese no meio de um prato branco salpicado de açúcar de confeiteiro. Tudo pequeninho, pequeninho, como na piada da perereca virgem. De fato, a única coisa grande sobre a mesa era o prato!
Então, voltemos a argumentação de Paula Fontaine: "Me digam se não é muito melhor entrar num lugar normal, piso de plástico, mesas e cadeiras como de bingo de colégio, coloridos cartazes nas paredes, tudo bem limpinho, incluindo a senhorita com o perfex em punho e o aviso: ´Caution - Wet Floor´(sempre em inglês, ainda que seja em Itapecirica da Serra?!" (no original, ela cita Madri. Mas, não é tão simbólico...).
Abaixo, alguns pontos do tal Manifesto: - Não aceitamos pratos elaborados com paciência e dedicação, cujos ingredientes tenham sido cuidadosamente eleitos para dar variedade e harmonia aos sabores e/ou prazer estético. - Não aceitamos produtos naturais e frescos como verduras ou frutas. Nada que contenha vitaminas. - Cada prato deve conter o máximo de colesterol possível, do mal, não do bom e nem do feio. Daremos privilégio as carnes vermelhas, frangos com hormônios e frituras gordurosas.
Daqui a pouco, tem até famoso apoiando, com musiquinha lacrimejante e tudo. Tipo, Michael Moore, Monica Lewinski, Bussunda, Britney Spears... Só não me animo porque, apesar das minhas (frustrantes) experiências, quero continuar caminhando com as pernas e não com a ajuda de um caminhão de reboque!
Escrito por Vanessa às 02h11
[]
[envie esta mensagem]

|