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Conspiração transcendental

Depois de muito chororo e "volte no meio do ano com o meu neto", já estava com coração e mente voltados para o Peru (ui!). Meu pai nos levou, a mim e ao Mateus (junto com nossas 537 malas!), até o aeroporto de Confins, em Confins (que não é em Belo Horizonte!), para que nos encontrássemos com o Renato e de aí partíssemos para São Paulo, onde embarcaríamos para Lima.

Pois bem. Até o check in nenhum atropelo. Mas, no meio do caminho tinha uma pedra: a bendita Delegacia da Policia Federal de Montes Claros, aquela mesma que me fez correr uma maratona para conseguir renovar o passaporte do Mateus (lembram-se, contei esta história no dia 21 de janeiro?!).

Quando estávamos embarcando nossa bagagem, o gentil funcionário da Varig nos disse:
- Perdão, mas será que vocês poderiam ir ao escritório da Policia Federal no segundo andar verificar se isso aqui é problema?!

Não é que os imbe... ops, os "desprovidos de massa intelectual" da delegacia de Montes Claros tinham carimbado uma data vencida na validade do passaporte do Mateus?! Ou seja, aquele passaporte, que tinha sido renovado a custa de muita má-vontade e mau humor, apresentava "válido até 13/01/1999", ano que, diga-se de passagem, o bichinho nem nascido era!

Resultado: claro que não poderíamos embarcar. A solução era dormir em BH e refazer o passaporte do pimpolho. Tudo correndo por nossa conta. Dane-se se você já está quebrado financeiramente (fim de férias...). Dane-se se você tem um compromisso inadiável no seu local de destino ou se você tem que voltar para o trabalho no dia seguinte. Ou seja, dane-se você. O erro era deles, admitiu o delegado, mas a solução nossa.

Sim, dormimos num hotel em BH. Sim, tivemos que remarcar nossas passagens. Sim, pagamos a multa por isso. Sim, tiramos um novo passaporte (este sim, sem pagar e emitido na hora). Sim, somente embarcamos no dia seguinte.

Uma vez em São Paulo, quando tudo parecia resolvido, novamente no check in, com nossas 612 malas (porque agora já tinha as do Renato), fomos informados de que não poderíamos embarcar mais uma vez. O voo estava lotado. E ponto.

Depois de chorar, espernear e coisa e tal, resolvi me conformar e me deixar levar. Algum sentido deveria fazer. Esse tipo de coisa não acontece duas vezes com as mesmas pessoas. Tá certo que temos má fama e tudo o mais, mas, vamos combinar que aquilo era demais até pra gente!

Mais uma vez, dormimos num hotel (desta vez, por conta da Varig) e somente embarcamos no dia seguinte. Já dentro do avião, a caminho de casa, me deu uma crise de riso incontrolável. Só ficava esperando o que mais viria...

E veio. O filme exibido a bordo foi: Como fazer um filme de amor. Ninguém merece.

PS: Hoje é o meu aniversário!!! Quero muitos beijinhos!



Escrito por Vanessa às 12h03
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