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Clonado da página do Uol...

E só para fechar o "papo de macho..."

Roberto Carlos é assaltado durante entrevista a rádio

Da Redação
Em São Paulo

O lateral-esquerdo Roberto Carlos viveu um fato inusitado no início da tarde desta sexta-feira em Belo Horizonte.

Arquivo  
De férias do futebol, Roberto Carlos passa por apuros nas ruas de Belo Horizonte
Enquanto concedia uma entrevista à Rádio Jovem Pan por telefone, o carro que o jogador ocupava ao lado da namorada, do seu segurança e de um jornalista, foi abordado por uma moto com dois assaltantes.

Todo o episódio pôde ser ouvido ao vivo, quando o jogador pediu um minuto aos apresentadores. Um dos assaltantes bateu o revólver no vidro do veículo e exigiu que o jornalista entregasse seu relógio, um anel e o telefone celular. No banco traseiro, o lateral nem sequer foi notado pela dupla.

"Acabei de ser assaltado", anunciou Roberto Carlos. "Isso nunca me aconteceu na vida, que desespero", acrescentou.

Durante a tarde, um suspeito pelo assalto ao lateral da seleção foi preso pela Polícia Militar. O acusado é Jonatan Pereira dos Santos, de 18 anos de idade, que foi detido na rua Conceição do Mato Dentro, no bairro Ouro Preto.

Com o suspeito foram apreendidos um revólver calibre 38, dois relógios e o celular que havia roubado do segurança e do jornalista. Roberto Carlos e o jornalista reconheceram o acusado na delegacia. O outro homem que participou do assalto ainda está foragido.

O assalto aconteceu quando o carro em que estava o jogador parou no semáforo. "A gente sabe que isso acontece em qualquer lugar, não é um problema só de Belo Horizonte ou do Brasil. É um problema de falta de emprego, um problema social muito grande", afirmou.

O lateral ainda disse que seu segurança não pôde reagir. "É uma situação inesperada. Ele não anda armado e só vai fazer alguma coisa se eu for ameaçado".

Roberto Carlos ficou bastante assustado com o assalto e, ao mesmo tempo em que dava entrevista, pediu para o jornalista tomar cuidado ao parar novamente no semáforo.

 
A parte o discurso meio babaca dos jornalistas, nao é quase surreal?!


Escrito por Vanessa às 17h51
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Papo de macho

Eu adoro conversa de taxista! Sério. Não tem uma vez em que eu não desenvolva o tema quando eles começam a puxar assunto. Aí, não tem jeito, é um tal de "quanto tempo no Peru?", "o que mais gosta de nosso país?", "que tal a comida peruana?" e "Brasil, país más grande del mundo!" que só vendo. Mais engraçado ainda é quando eles tentam imitar nosso sotaque, que identificam logo de cara. Aí, só pessoalmente para mostrar!

Bom, o caso é que hoje peguei um motorista na porta da Saga Falabela, desses simpaticoes e conversadores que, depois de combinado o valor da corrida (aqui a gente fecha negócio na porta do carro), me perguntou logo de cara:

- E o Ronaldinho, como vai?!
- Qual dos dois?
- O melhor... vamos ver se você sabe de quem estou falando....
- O Gaúcho?!
- Esse mesmo! Ele é muito bom, né?!
- É, sim. Ele tem um lance de jogar com humor que é ótimo de ver, o senhor não acha?!
- Claro! Ele joga para a platéia. Ao contrário do Beckham, que joga para "su bolsillo"... Depois de Maradona, o "Gaúcho" é o melhor...
- Depois de Pelé, o senhor quer dizer.. – soltei a queima-roupa que se era para rankear Ronaldinho Gaúcho, que fosse depois do Rei, ora essa (e nem é que eu nutra alguma simpatia por ele, mas o outro era argentino, nao dava para engolir, gente!).

- "A ver senhora", você não me entendeu... em minha classificação, Maradona não é o primeiro, porque eu sou "futbolista"... – aqui, claramente, a mensagem era: "eu, sim, sei do riscado. A senhora, não". Tudo bem. Afinal, ainda não consigo mesmo entender o que é impedimento...
- E como é a sua classificação, senhor?! – indaguei, curiosa.
- Primeiro: Pelé. Depois...
- Maradona?! – completei, crente que, agora, sim, tinha dado uma dentro.
- Naaaão... Depois, vem outro brasileiro... vamos ver se a senhora sabe de quem estou falando...

Definitivamente, ele estava me testando. E eu não o decepcionei. Não passei no teste! Sei lá por quê, pensei em Rivelino. Nem em Garricha foi, vejam só! Não era, claro.
- Então, não faço idéia, senhor...
- Zico!
E só depois do Zico, vinha Maradona. Aproveitamos para comentar o estrago que o jogador argentino tinha feito com a própria vida (sem falar do corpo, recuperado a meia depois do bypass) e como uma coisa leva a outra, falamos de Edinho, filho do Pelé.
- Que vergonha para o Rei, não, senhora?!

No meio da conversa, me lembrei da primeira taxista que peguei dia desses. Mulher "choferando" não é muito comum por aqui, tanto que quem puxou assunto fui eu:
- A senhora é a primeira mulher taxista que vejo em Lima...
Ela riu e me disse que até há algumas. Comentei que não devia ser fácil trabalhar nisso, ainda mais sendo mulher num país tão machista. Ela concordou, para completar, em seguida:
- Mas, minha profissão é outra. Sou restauradora de obras de arte...

O marido, diretor da IBM nos anos 70, morreu deixando-a com três filhas para criar. E a mulher, que tinha morado em São Paulo em plena Alameda Lorena, nos Jardins, "na época de "Dancin´ Days!", teve que se virar para manter a mesma qualidade de vida para si e sua família. A profissão charmosa foi para o saco e, entre um projeto e outro, foi para o transito ganhar a vida. Hoje em dia, tem até frota. No final, me deu umas dicas de segurança: "não concebo uma mulher que pega um táxi sem prestar atenção na placa..." (vixe!), nos desejamos sorte (despedida comum por aqui) e me fui.

E, enquanto ouvia as bravatas do simpático chofer "futbolista", pensava que, macho, macho mesmo, era ela...



Escrito por Vanessa às 03h33
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Bons tempos, aqueles...

Estava buscando inspiração. Encontrei aqui:

A partir de 1935, os jovens tiveram ao seu dispor mais uma opção de lazer: passear na praça Carirys, já com o novo nome de praça Mello Viana, onde a prefeitura mandara construir um jardim e um coreto no lugar da antiga igrejinha. Para formar o jardim, o prefeito Álvaro Nascimento foi ao grupo escolar e pediu que cada criança, no dia marcado, levasse a praça uma muda de planta. Foi a primeira procissão ecológica promovida na comunidade.

À noite, podia- se ouvir musica pelo serviço de alto-falante instalado por Mário Ribeiro do Vale. O estúdio ficava num cômodo existente junto ao restaurante Califórnia. O jovem Eduardo José Hatem fazia as vezes de locutor e de técnico de som.

Muitos se deleitavam com as saídas e chegadas dos vapores. Ir a estação central, para ver o trem chegar ou partir, não deixava de ser também um bom programa. Se era tempo de chuva, homens e mulheres iam de galocha.

Isso foi em 1935. O restaurante Califórnia existia até pouco tempo. O coreto segue lá, meio deteriorado pelo tempo. Já a praça Mello Viana não tem mais a pálida semelhança com a imagem bucólica e "novedosa" descrita no texto.

Os jardins estão mal-cuidados e o que era uma fonte com a imagem de um pescador em pedra-sabão (inserida posteriormente) foi soterrada por um quadrado de concreto onde, hoje em dia, enormes caixas de som "animam" as noites de sexta-feira. Às vezes a música é até boa, mas lá pelas onze, começa um baticum sem ritmo e em tão alto e bom som que o Mateus, dia desses, me pediu para ir embora porque "no me gusta esa canción, mamá"!

Claro, os tempos são outros. Já não há mais serviço de alto-falante, a estação central mais parece um terreno baldio tomado por um matagal imenso e mal-iluminado e vapor, então, nem pensar, já que dentro em pouco nem rio São Francisco teremos mais por aquelas bandas. E falar a verdade, eu mesma nunca vi uma galocha na minha vida...

Lamentavelmente, aquela coisa pura de cidade do interior, Pirapora parece não ter conseguido manter...

Encontrei isso também:

Domingo passado, foi nosso boníssimo amigo major Raymundo Nascimento alvo de significativa e imponente manifestação. Grande número de cavalheiros e distintas famílias piraporenses, tendo a frente a esplendida banda musical regida pelo maestro Afonso Diógenes, foram a sua residência saudá-lo pelo seu aniversário natalício.

Na porta, interpretando o sentimento dos manifestantes, falou o nosso amigo Armênio Sarmento. O seu discurso foi vivo, eloqüente e imaginoso.

Convidados pelo homenageado, entraram todos, sendo servido um profuso copo dágua, reinando a maior cordialidade, regada pela loura espumante cerveja Brahma, a rainha das cervejas. Saudando a exma. D. Ernestina, falou o Cel. Fernandes Ramos, presidente da Câmara. A mocidade, que não perde vaza, improvisou um baile, dançando animadamente até a hora do cinema. A todos, a exma. família do major Raimundo Nascimento dispensou as maiores gentilezas.

Não sei do que eu mais gostei: se do "discurso imaginoso", das gentes sendo servidas de um "profuso copo dágua", do merchan fofíssimo (e, provavelmente, gratuito) da Brahma ou dos jovens dançando até a hora do cinema. Não é uma delícia?!

Os dois textos foram retirados do livro "Pirapora: Um Porto na Historia de Minas", de Brenno Álvares da Silva, Domingos Diniz e Ivan Passos Bandeira da Mota. O ultimo é um extrato da crônica social do jornal "Correio de Pirapora", de 4 de julho de 1915, que os autores usaram para retratar o que chamaram de "exemplo do clima de harmonia reinante na comunidade..."



Escrito por Vanessa às 02h21
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