Mais Maitena e uma grande reflexao!
Escrito por Vanessa às 14h27
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Que ando fazendo...
Estou editando uma publicação sobre cordel e sua influencia no cinema-novo de Glauber Rocha.Vocês podem até não acreditar, mas o tema não é tão hermético quanto parece. A começar pelo cordel, que é maravilhoso! Vocês sabiam que o cordel (assim chamado porque os livrinhos são vendidos pendurados em cordas) é uma tradição francesa, européia, levada ao Brasil pelos portugueses?
Pois, é. Mas, mesmo sendo de outros cantos, foi no Brasil que ela permaneceu e foi rapidamente absorvida pelas camadas mais pobres da população sertaneja, que usavam esta expressão artística para contar suas misérias e agruras num país pós-republica, que tudo deu ao Centro-Sul e muito tomou do Norte-Nordeste.
Glauber soube transpor para a tela de maneira magistral toda a métrica e o enfoque do cordelismo, particularmente em dois de seus filmes: "Deus e o Diabo na Terra do Sol" e "O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro".
Aliás, aconselho a todos que se dispam de preconceitos e qualquer antipatia que sintam por este polêmico diretor e comecem a apreciar sua obra. Eu já vi três, os dois citados no parágrafo anterior e mais "Terra em Transe", o mais urbano e mais fácil deles. Porque o cara é cheio de metáforas, não se pode negar.
Em "Terra em Transe" não, os arquétipos estão todos ali: o político burguês, o outro ligado a TFP e o jornalista que passa todo o filme transitando entre um mundo e outro, sem saber se pende para a revolução das bases, com o apoio dos camponeses - representada por sua noiva ligada ao PCB - ou pela luta armada, tão típica dos grandes centros urbanos nos absurdos anos 60s no Brasil.
Até por ser "mais fácil", parece ser o filme mais datado, digamos assim. Já o "Dragão da Maldade..." é todo uma alegoria. E, por isso, me pareceu mais contemporâneo. Lindíssimo. Cheinho de referências culturais brasileiras, desde o próprio cordel, passando pelo repente, indo até a Cavalhada com pinceladas de umbanda. Genial.
A sensação que tive foi que o filme poderia ter sido feito hoje, já que a estética pouco mudou em alguns rincões do Brasil, assim como algumas expressões políticas, como o coronelismo, que continua firme e forte, sejamos honestos.... Vi há pouco tempo, numa Mostra Itinerante sobre Glauber Rocha que teve por aqui, e adorei! Acabei chegando a conclusão de que eu gosto de Glauber.
E dane-se se pareço pernóstica!!!
Sobre minha publicação, falo melhor depois, que ainda está no comecinho, mas já adianto que rolou até um cordelzinho de minha autoria... ;-)
PS: Leiam o post do Trovas&Trombos hoje, sobre o "poder" do Google. Está muuuito bom!
Escrito por Vanessa às 01h51
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Genial!

Mais Maitena, no link aí do lado...
Escrito por Vanessa às 14h30
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Era muito bobinho, gente... Fiquei com vergonha e deletei!!!
Escrito por Vanessa às 23h37
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Drummond, sempre ele... ou pro´dia nascer feliz!
Não quero ser o último a comer-te
Não quero ser o último a comer-te. Se em tempo não ousei, agora é tarde. Nem sopra a flama antiga nem beber-te aplacaria sede que não arde
em minha boca seca de querer-te, de desejar-te tanto e sem alarde, fome que não sofria padecer-te assim pasto de tantos, e eu covarde
a esperar que limpasses toda a gala que por teu corpo e alma ainda resvala, e chegasses, intata, renascida,
para travar comigo a luta extrema que fizesse de toda a nossa vida um chamejante, universal poema.
A língua lambe
A língua lambe as pétalas vermelhas da rosa pluriaberta; a língua lavra certo oculto botão, e vai tecendo lépidas variações de leves ritmos.
E lambe, lambilonga, lambilenta, a licorina gruta cabeluda, e, quanto mais lambente, mais ativa, atinge o céu do céu, entre gemidos,
entre gritos, balidos e rugidos de leões na floresta, enfurecidos.
Sem que eu pedisse, fizeste-me a graça
Sem que eu pedisse, fizeste-me a graça de magnificar meu membro. Sem que eu esperasse, ficastes de joelhos em posição devota. O que passou não é passado morto. Para sempre e um dia o pênis recolhe a piedade osculante de tua boca.
Hoje não estás sem sei onde estarás, na total impossibilidade de gesto ou comunicação. Não te vejo não te escuto não te aperto mas tua boca está presente, adorando.
Adorando.
Nunca pensei ter entre as coxas um deus.
Tudo eu tirei daqui...
Escrito por Vanessa às 02h47
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Lindo, tesão, bonito e gostosão!!!
Ontem foi o encerramento do Elcine – 9º Festival de Cinema Latinoamericano, realizado pela PUC-Lima e, provavelmente, o evento cultural contemporâneo mais importante do calendário peruano. A maravilhosa atriz argentina Cecília Roth foi uma das homenageadas (além da sueca Bibi Andersson que, em seu discurso na abertura do Festival, cometeu uma gafe enorme disfarçada de piadinha...).
Infelizmente, ainda que tenha vindo receber a homenagem, Cecília não pode comparecer ao evento por causa de uma infecção terrível que pegou em Cusco. O médico a proibiu de sair do quarto do hotel pelos próximos dias.
Para representá-la, foi "convocado" o ator, também argentino, Darío Grandinetti, que estava aqui representando o filme "Próxima Salida". Ao subir no palco, discursou sobre a importância da criação de leis de incentivos a produção cinematográfica, tema aliás de uma mesa de debate com cineastas peruanos no dia anterior, um deles o Carlos, sr. Lu, de quem tanto falo aqui no PP. Definitivamente, Grandinetti vestiu a camisa!
Bom, agora que já dei o resumo sério da noite, dá licença para fazer um comentário meio frívolo, mas de suma importância... 
Devo dizer que, além de um ator excepcional, dono deste olhar melancólico e desta carinha de "quero colo", Dario Grandinetti é uma coisa. Tremendo sex appeal. Impressionante. Surpreendente. Sorte da Helena Ranaldi… Ai, ai.
PS: Dos filmes em competição, o ganhador foi o brasileiro "O casamento de Romeu e Julieta", de Bruno Barreto, com Luana Piovani e Marco Ricca. Para a gente, pareceu uma zebra gigantesca, mas o público e a crítica estão elogiando tanto que estou comecando a achar que é preconceito nosso... sei lá...
Escrito por Vanessa às 13h31
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